segunda-feira, 3 de maio de 2010

MÃE CHIMPANZÉ PODE CUIDAR DE FILHOTE MORTO POR MESES, DIZ PESQUISA

Enquanto pesquisadores do Reino Unido mostraram que, em cativeiro, chimpanzés são capazes de comportamentos muito parecidos com o luto humano diante da morte de um companheiro, outro estudo, também na revista científica “Current Biology”, revelou mais um detalhe pungente da relação dos primos mais próximos do homem com a morte. Num grupo da Guiné, as mães são capazes de carregar seus bebês mortos por meses, de maneira que o cadáver fica até naturalmente mumificado.

Dora Biro e seus colegas da Universidade de Oxford constataram o fato ao acompanhar a morte de dois filhotes, com idade entre um e dois anos, durante uma epidemia de doenças respiratórias na floresta onde o grupo vivia. As mães chegaram a carregar os filhotes durante 68 e 19 dias, respectivamente.

Segundo Patrícia Izar, especialista em comportamento de primatas do Instituto de Psicologia da USP, as mães de outras espécies de macacos são capazes de perceber quando seus bebês morrem. “Eles testam sinais de vida, dão pequenas pancadas na cabecinha, encostam-se no peito do bebê”, explica ela.

No caso da Guiné, as mães se puseram diligentemente a espantar as moscas que cercavam os corpos em decomposição de seus filhos. Seria possível cogitar, diante disso, que a mãe não tinha consciência da morte do bebê, mas aparentemente a coisa não é bem assim. Primeiro, eles carregavam os corpos de um jeito que jamais empregariam para levar filhotes vivos de um lugar para outro. Além disso, permitiam que membros jovens da comunidade manipulassem os corpos mumificados e até brincassem com eles.

Para os cientistas, a explicação mais provável é que as mães passem por um processo gradual de se “desapegar” dos filhotes mortos. Com o fim da amamentação e a volta dos ciclos menstruais normais, terminaria o apego pelo cadáver, já que as fêmeas poderiam engravidar novamente.



Fonte: Reinaldo José Lopes/ Folha Online
Enviado por Délcio Rocha

Texto extraído de http://www.faunabrasil.com.br/

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segunda-feira, 26 de abril de 2010

RITUAIS TRIBAIS AMEAÇAM PRIMATAS DE EXTINÇÃO NA ÁFRICA

Rituais médicos e religios tradicionais de tribos ao redor do mundo estão colocando em risco a existência de cerca de 100 espécies de primatas. As informações foram apresentadas numa pesquisa divulgada pelo periódico Mammal Review, jornal da Mammal Society – organização com sede na Grã Bretanha que estuda mamíferos.
Das 390 espécies de macacos, chimpanzés, gorilas e lêmures estudadas, 101 são regularmente mortas por terem partes do corpo usadas em rituais. Destas, 47 são utilizadas por suas propriedades medicinais, 34 para rituais mágicos e religiosos e 20 por possuírem ambas as qualidades.Tais práticas, concluiu o estudo, estão acelerando o desaparecimento de mamíferos já vulneráveis à extinção.

Primatas ameaçados: crenças religiosas e medicinais (Foto: Getty Images)

As mortes estão associadas a crenças em diversos países. Algumas espécies de macaco-aranha, por exemplo, são usadas para tratar mordidas de cobra, febre, tosse, dor no ombro e insônia na Bolívia. Na Serra Leoa, um pedaço de osso de chimpanzé é colocado ao redor da cintura de recém-nascidos para fazê-los crescer com saúde, acredita-se.

Extinção e conservação

Dos 101 primatas estudados pela pesquisa, 12 espécies são consideradas em perigo crítico pela União Internacional pela Conservação da Natureza, 23 sob ameaça e 22 vulneráveis.
“Apesar das leis de proteção, o uso e a venda de espécies para a medicina persiste”, explicou em entrevista para a BBC o pesquisador Rômulo Alves, da Universidade Estadual da Paraíba. Os pesquisadores enfatizaram que destruição dos habitats, a caça de subsistência e o comércio de animais selvagens também estão ligados ao desaparecimento destas espécies.
Toda regra, porém, tem sua exceção: em outras sociedades, os rituais tradicionais contribuem para a preservação de algumas espécies. Países asiáticos de crença hindu como a Indonésia e a Índia, por exemplo, protegem primatas e outros animais por considerá-los sagrados.


Fonte: Veja
Texto extraído de http://www.anda.jor.br/

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

POPULAÇÃO É ORIENTADA SOBRE MACACOS

Os próprios moradores da região do Parque das Laranjeiras - GO, assustados com a constante aproximação dos macacos-pregos, que vivem no parque próximo a suas casas, solicitaram à Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) uma palestra que esclareça e conscientize a população para o convívio adequado com os animais do local.

Segunda a gerente de educação ambiental da Amma, Regina Miranda, muitas pessoas adentram a mata do parque para alimentar os animais. Isso também influencia para que os animais saiam do parque para buscar alimentação nas ruas e casas vizinhas. Denúncias e pedidos de orientação foram feitos pelos próprios moradores da região do Parque das Laranjeiras. “Durante todo o dia será feito um trabalho de conscientização englobando pessoas de todas as idades”, disse.

O tema do encontro será Preservação e convivência harmoniosa. Regina explica que o macaco já recebe alimentação adequada por técnicos da Amma, toda quinta-feira.

A alimentação oferecida pelas pessoas causa vários problemas à saúde do animal. “Alguns macacos choram de dor de dente, ficam banguelas. Além disso, eles engordam e procriam mais”, esclarece. Ela explica que os macacos fazem só três coisas: comem, dormem e procriam. “Sem o trabalho de procurar o alimento, eles só dormem e procriam, aumentando assim drasticamente sua população”, disse.

Durante o encontro de hoje os moradores também serão alertados dos perigos que o contato direto com animal pode trazer para a saúde. “Os macacos transmitem várias doenças, como a herpes”, disse. Regina ressalta o problema de oferecer alimento ao animal. “Toda a alimentação que o macaco precisa está dentro do parque. Ovos de passarinho, insetos, ervas e outras frutas”, esclarece.

Este ano, cerca de oito macacos dos três parques onde os animais vivem foram mortos por atropelamento. A Amma alerta para os cuidados que as pessoas devem ter com os animais mortos. O procedimento indicado diante de um macaco morto ou doente é avisar a equipe da Amma, pois somente os técnicos estão preparados para fazer o transporte do animal morto sem colocar em risco a vida da população. A Amma orienta que se caso ocorra um acidente com arranhão ou mordedura, a pessoa deve procurar o posto de vacinação mais próximo.


Reportagem escrita por Lyniker Passos

Texto Extraído de http://www.ohoje.com.br/

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

CIENTISTAS APOTAM OS PRIMATAS MAIS AMEAÇADOS DO PLANETA

Espécies brasileiras não constam na lista, mas os primatas estão desaparecendo no resto do mundo.
Os parentes mais próximos da humanidade na escala evolutiva- macacos, chimpanzés, gorilas, lêmures e outros primatas - estão à beira da extinção e necessitam de medidas urgentes de conservação. De acordo com um novo relatório divulgado ontem, quase metade de todas as espécies de primatas está em perigo de extinção. O trabalho foi realizado por um grupo de 85 especialistas em Primatas da Comissão de Sobrevivência das Espécies (SSC, da sigla em inglês) da União Mundial para a Natureza (IUCN, da sigla em inglês) e pela Sociedade Internacional de Primatologia (IPS, da sigla em inglês), em colaboração com a Conservação Internacional (CI).Intitulado Primates in Peril: The World’s 25 Most Endangered Primates, 2008–2010. (Primatas em Perigo: os 25 Primatas mais ameaçados do Mundo, 2008-2010), o documento aponta como principais ameaças aos primatas a destruição das florestas tropicais, o comércio ilegal de animais silvestres e a caça comercial. A lista inclui cinco espécies de primatas de Madagáscar, seis da África, 11 da Ásia, e três da América Central e do Sul, que necessitam de medidas urgentes para sua sobrevivência.Algumas espécies contam com poucos indivíduos sobreviventes. O langur-de-cabeça-dourada, do Vietnã, é um deles, com apenas 60 a 70 espécimes remanescentes. Do mesmo modo, há provavelmente menos de 100 indivíduos do Lemur-desportista-do-norte (Lepilemur septentrionalis) em Madagáscar, e aproximadamente apenas 110 de Gibão-de-crista-negra (Nomascus nasutus) no nordeste do Vietnã."Os resultados da avaliação mais recente feita pela IUCN sobre a situação de mamíferos no mundo indicam que os primatas são, entre os grupos de vertebrados, os mais ameaçados. O propósito de nossa lista com as 25 espécies é destacar aquelas que estão sob maior risco, chamar a atenção do público, estimular os governos nacionais a fazer mais e, especialmente, encontrar os recursos para implementar medidas de conservação extremamente necessárias”, afirma Dr. Russell Mittermeier, presidente da CI e chefe do grupo de especialistas em primatas da IUCN/ SSC.
Brasil - Apesar desse quadro pessimista, os conservacionistas apontam para o sucesso na recuperação de espécies ameaçadas. No Brasil, o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) era apontado como uma espécie criticamente ameaçada de extinção na Lista Vermelha da IUCN, assim como o mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) integrava a lista com as 25 espécies de 2004-2006. Ambas as espécies continuam como ameaçadas, mas com o resultado de três décadas de esforços de conservação envolvendo inúmeras instituições, suas populações agora estão bem protegidas. Entretanto, permanecem ainda muito pequenas, o que indica uma necessidade urgente de reflorestamento para ampliar seu habitat e garantir a sobrevivência no longo prazo.Conheça as 25 espécies de primatas mais ameaçadas do mundo (2008-2010), por região:


Madagascar
Lêmur-gentil (Prolemur simus)
Lêmur-da-cabeça-cinza (Eulemur cinereiceps)
Lêmur-preto-de-olho-azul (Eulemur flavifrons)
Lêmur-desportista-do-norte (Lepilemur septentrionalis)
Sifaka-sedoso (Propithecus candidus)

África
Galago-anão-de-Rondo (Galagoides rondoensis)
Mono roloway (Cercopithecus diana roloway)
Colobo-vermelho-do-rio-Tana (Procolobus rufomitratus)
Colobo-vermelho- do- Delta-do-Niger (Procolobus epieni)
Kipunji (Rungwecebus kipunji)
Gorila do Rio Cruz (Gorilla gorilla diehli)

Ásia
Társio-da-ilha-Siau (Tarsius tumpara)
Lóris-lento-de-Java (Nycticebus javanicus)
Langur-da-cauda-de-porco (Simias concolor)
Langur-de-Delacour (Trachypithecus delacouri)
Langur-de-cabeça-dourada (Trachypithecus p. poliocephalus)
Langur-de-cara-roxo do oeste (Trachypithecus (Semnopithecus) vetulus nestor)
Langur-de-cabeça-cinza (Pygathrix cinerea)
Langur-de-nariz-arrebitado-de-Tonkin (Rhinopithecus avunculus)
Gibão-de-crista-negra do leste (Nomascus nasutus)
Gibão-Hoolock-do-oeste (Hoolock hoolock)
Orangontango-de-Sumatra (Pongo abelii)

América do Sul e Central
Saguim-de-cabeça-de-algodão (Saguinus oedipus)
Macaco-aranha ou Coatá (Ateles hybridus)
Macaco-barrigudo-da-cauda-amarela (Oreonax flavicauda)


Para acesso ao relatório completo:www.conservation.org/2010primates


Conservação Internacional
Bristol, Inglaterra
Texto Extraído de
http://www.conservation.org.br/

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MACACO USA FERRAMENTAS COMO HOMEM PRIMITIVO

Trecho da reportagem da Globo Repórter sobre o tema.

           A Serra da Boa Vista, no Piauí, é um refúgio de animais selvagens, uma área de transição, onde a vegetação do cerrado que vem desde o Planalto Central encontra a caatinga, um ecossistema tipicamente nordestino. Os paredões da serra se tornaram abrigos de animais, como macacos e araras. São um laboratório natural para estudos de pesquisadores do Brasil e de outros países. Os macacos são primitivos, mas muito evoluídos. Os pesquisadores estão fascinados com os macacos geniais que encontraram na região. A bióloga Camila Coelho e o médico veterinário e biólogo Luiz Biondi são da Universidade de São Paulo (USP). A chinesa Tim Liu veio dos Estados Unidos.
           É preciso ver para crer e revelar a grande descoberta: "A quantidade de coisas que eles fazem que se assemelham a coisas que o próprio ser humano humanos faz", diz o biólogo. Esses macacos são capazes de usar ferramentas como os homens da Idade da Pedra. Eles sustentam pedras mais pesadas do que o próprio corpo. Uma pedra com mais de 3,5 quilos é usada para quebrar cocos como se fosse um martelo. "Eles escolhem pedras mais pesadas para cocos mais duros e pedras mais leves para cocos menos duros. E também a distância em que eles transportam os martelos", continua Camila Coelho. "Tim é uma pesquisadora que está conosco agora. Ela faz pesquisa nos Estados Unidos e seu interesse é entender o que os macacos entendem do uso de ferramentas", explica Camila Coelho. A pesquisadora chinesa Tim Liu instalou uma balança no meio do mato. Com a água, ela atrai os macacos. Quando eles sobem, são pesados. Depois ela faz a avaliação com o peso que eles usam para quebrar o coco e analisa a capacidade de força de cada um. Eles chegam rapidinho. Curiosos, acham muito estimulante a bacia de água limpa e fresca. A experiência está dando certo. Para chegar à bacia, eles sobem na balança. Mais um ponto para a pesquisadora que veio de longe. Ela não perde tempo. Tim Liu observa, filma e vai anotando tudo, detalhe por detalhe, das inúmeras expressões corporais de todos que vão chegando, sem cerimônia. E é claro: ela documenta o comportamento e o peso de cada um. "Ela pesa também os martelos, a dureza, o tamanho e as dimensões do coco", diz Camila Coelho. É um encontro cheio de surpresas agradáveis.
           A pesquisadora Tim Liu já percebeu mais uma façanha dos macacos: eles sabem qual é a parte da pedra mais apropriada para quebrar os cocos, dependendo do tamanho da pedra e do tamanho do fruto. Eles são animais diferenciados, mas de uma espécie conhecida: macaco-prego. Eles adquiriram muitas habilidades, talvez, para sobreviver. Ganharam mais resistência e inteligência, mas contaram com ajuda humana também. Em um paraíso da Caatinga moram famílias simples com uma nobre e séria intenção: preservar a natureza. "Nasci e fui criado aqui. Comecei a lidar com os animais aqui", conta o guarda-parque Marino "Mauro" Gomes de Oliveira. Mauro fala sobre o trabalho de conscientização para que a população não mexa com os bichos. "Não podem entrar com arma. Estamos sempre defendendo. Os macacos, por exemplo, são como uma família para mim. Eu tenho seis filhos. Amo eles e amo também os macacos. O dia em que eu não vejo os macacos fico preocupado com eles", diz. Tal pai, tal filho. Os herdeiros de Mauro já conhecem os macacos pelo nome. "Tem o Amarelinho e o chefe do bando, que é o Mansinho", revela um de seus filhos. "Existem dois gêmeos dos quais ainda não sabemos o nome porque o sexo não foi identificado", conta um outro filho de Mauro, o guarda-parque, Marino Júnior Fonseca de Oliveira. Os gêmeos mamam ao mesmo tempo. A história dos filhotes é muito rara. "Pelo menos que eu tenha conhecimento, nunca haviam sido divulgados gêmeos do gênero Sebus que tivessem vingado na natureza. Isso é algo inédito", conta Luiz Biondi. Pelo visto, o entusiasmo vai contagiando as pessoas que descobrem o lugar. "Nasci aqui. Os pesquisadores chagaram aqui e começaram a trabalhar, pesquisar e me contrataram como assistente porque eu já conhecia a área. Gosto muito de trabalhar na natureza, no lugar onde nasci. Eu amo esse lugar. Por isso, sou feliz", conta o gaurda-parque Marino de Oliveira". "Eles ficam bem próximos porque já sabem que não mexemos, só preservamos", diz o filho de Mauro de Oliveira. De geração em geração, as lições de vida se espalham nos sertões do Nordeste. É assim com os humanos. "Começou com o meu pai. Eu já estou um pouco experiente, estou trabalhando, aprendendo e levando para os outros", diz Marino Júnior. É assim também com os macacos. "Eles aprendem a quebrar o coco com a pedra com os mais velhos. Quando são pequenos, eles observam o comportamento dos adultos. Depois, eles pegam pedras pequenininhas - até mesmo um coco - e batem em cima do outro brincando para aprender", explica o guarda-parque Mauro de Oliveira. "Eu fui criado de maneira a acreditar que havia sempre uma separação muito grande entre seres humanos e qualquer tipo de animal. Quando a gente percebe que uma série de animais é capaz de fazer determinadas coisas é como se fosse uma revolução no modo de pensar. E esses animais são muito especiais", comenta Luiz Biondi.

Fonte: Globo RepórterCadastrada em: 3/10/2009Pelo colaborador:Portal MSportalms@portalms.com.br
Texto Extraído de http://www.portalms.com.br/

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MACACOS SÃO OS CONVIDADOS ESPECIAIS DO ENCONTRO DOS TÉCNICOS DA COPA DO MUNDO

Animais circulam livremente pelo resort que receberá o evento, mas alimentá-los pode custar R$ 100 de multa.
O encontro que reunirá 19 dos 32 técnicos que irão à Copa do Mundo terá alguns convidados especiais. Várias espécies de macacos circulam por todo o resort Sun City, localizado em uma reserva ambiental próxima a Rustenburgo. São desde pequenos micos, que andam inclusive perto das piscinas, até babuínos, maiores e mais agressivos, que preferem árvores e o topo dos hotéis. Todos em busca de comida.
Pequeno Macaco no Resort onde acontecerá a reunião dos técnicos em Sun City
                                                 
Algumas placas espalhadas pelo resort alertam os visitantes sobre a proibição de se alimentar qualquer macaco, sob pena de 500 rands de multa (pouco mais de R$100). Dentro dos quartos dos hotéis também há o aviso para deixar sempre as janelas trancadas, para evitar que os animais entrem para assaltar o frigobar.


Babuínos escalam um do prédios do Resort
                                               

Por Rafael Pirrho
Especial para GLOBOESPORTE.COM, em Sun City, África do Sul
Texto Extraído de
http://globoesporte.globo.com/

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PESQUISA DO CAMPUS FLORESTA MOSTRA 9 ESPÉCIES DE PRIMATAS NA ÁREA URBANA DE CRUZEIRO DO SUL-AC

Cruzeiro do Sul pode se considerar uma cidade privilegiada. Pelo menos no quesito macacos urbanos. São vários e de várias espécies, convivendo junto com a população da zona urbana. É o que constatou o projeto: “Lavantamento da Ocorrência de Primatas Não-humanos nas Zonas urbana e periurbana de Cruzeiro do Sul – AC, através de entrevistas semi-estruturadas” de autoria da aluna formanda do Curso de Bacharelado em Ciências Biológicas, Anne Jamille Araújo, que percorreu a cidade e coletou mais de 50 entrevistas que relatam a presença dos macacos dentro da zona urbana e periurbana da cidade, em bairros como Tiro ao Alvo, Cruzeirinho e Nossa Sra. das Graças. Macaco-soim do vermelho, do branco e do preto, soim-bigodeiro, macaco-da-noite, zogue-zogue, leãozinho, mico-de-cheiro e, nos locais mais afastados, o parauacú, são as qualidades de macacos relatadas pelos moradores como sendo os seus “vizinhos”. O soim-vermelho e o leãozinho, considerado o menor macaco do mundo, são os mais citados pelos moradores. Em alguns locais, em fragmentos inseridos na malha urbana, existe uma associação entre bandos de soim-vermelho e soim-preto, também conhecido como soim-do-bigode-branco.
O Brasil tem o maior número de espécies de primatas do mundo, sendo a Amazônia a região de maior diversidade. São 120 espécies de primatas distribuídas por toda Amazônia Brasileira. Aqui às margens do Rio Juruá, é possível encontrar 16 espécies.
O estudo constatou que mais da metade destas vivem dentro da zona urbana e periurbana da cidade, por este motivo, estão ameaçadas pela supressão, retirada de seu habitat, sua moradia, que são as florestas. A destruição ou fragmentação de habitats é a principal causa de extinção de espécies na atualidade e é causada principalmente pela ação do homem. Em diversas cidades, e em Cruzeiro não parece ser diferente, a urbanização desorganizada está resultando na diminuição ou no total desaparecimento dos fragmentos florestais, tornando a sobrevivência das espécies de primatas e outros mamíferos ameaçada. Portanto, uma das conclusões do trabalho indica que é de suma importância a recuperação e manutenção das matas ciliares no fundo dos vales, protegendo os igarapés e suas margens, formando corredores ecológicos para os animais de vida silvestre.
Os resultados do trabalho ainda sugerem a instalação de pontes de corda, a fim de ligar fragmentos mais prioritários, pois em diversos pontos a pesquisadora constatou que os macacos andam pelo chão, atravessando ruas ou avenidas, na tentativa de atravessar entre um fragmento e outro, ficando expostos ao perigo dos atropelamentos ou do ataque de cães. As pontes servirão de ligação física para os primatas e outros animais silvestres, na travessia entre os fragmentos.
Além da proteção dos fragmentos e das margens dos igarapés, da instalação de pontes para travessia dos macacos, a pesquisadora indica que é de necessária urgência a promoção de projetos e programas de Educação Ambiental nas escolas e comunidades locais, divulgando a ocorrência de primatas dentro do ambiente urbano da cidade, a fim de formar cidadãos antenados com o futuro da cidade.
A apresentação dos resultados da pesquisa será no dia 10 de fevereiro, no segundo piso da Biblioteca do Campus Floresta da Universidade Federal do Acre.


Reportagem publicada no Portal JuruáOnline - http://www.juruaonline.com.br/

Imagens: Marcus Athaydes L.

Texo extraído de http://www.cenp.org.br/


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sexta-feira, 16 de abril de 2010

GUIA TAXONÔMICO ILUSTRADO DE PRIMATAS - VOL I


Este Guia foi elaborado para auxilio acadêmico no estudo de Primatas do Novo Mundo, conteúdo integrante dos cursos de Licenciatura e bacharelado em Biologia, bem como auxiliar na identificação básica dos mesmos em futuros levantamentos faunísticos.
Foi utilizada como base, as propostas taxonômicas de Colin P. Groves (2005), com algumas adaptações (atualizações) de outros pesquisadores da área, publicadas na Revista Científica Neotropical Primates, da qual o próprio Colin P. Groves participa, ora como autor de artigos, ora como revisor. Foram reunidas as melhores imagens dessas espécies de primatas disponíveis em obras publicadas e em sites de instituições renomadas em primatologia bem como outros sites com conteúdos inerentes ao assunto e arquivo fotográfico pessoal, sendo todas as imagens submetidas a uma minuciosa triagem do autor.


Atenciosamente,

NILDO JORGE CAMPOS DOS SANTOS FILHO
Acadêmico do Curso de Licenciatura em Ciências Naturais – Habilitação em Biologia da Universidade do Estado do Pará - UEPA.
Gerente de Descentralização da Unidade Regional Carajás da Secretaria de Estado de Meio Ambiente – SEMA-PA.
Abaixo, algumas imagens do guia.